Terapias Florais

Este artigo visa abordar os principais aspectos relativos às terapias florais – definição, história, filosofia, tipos, abordagens e etc. – com o objetivo de trazer à lume toda a riqueza e significado desta belíssima forma de terapia complementar que, a cada dia mais, vem se desenvolvendo entre os adeptos das formas alternativas de tratamento.

A Terapia Floral é considerada pela Organização Mundial de Saúde, em suas Estratégias para a Medicina Alternativa[1], uma forma de terapia complementar. Vale lembrar que essa terapia não tem o condão de substituir os tradicionais tratamentos médicos via medicamentos, mas complementá-los, vez que tem uma abordagem mais holística, muito relacionada, também, à medicina preventiva.

Neste ponto, vale fazer uma diferenciação entre Fitoterapia e Terapia Floral. A Fitoterapia é o tratamento de doenças por meio de plantas medicinais. Este tratamento é baseado nos princípios ativos da planta, substâncias químicas que exercem efeito farmacológico. Pode-se empregar a planta (extrair o seu princípio ativo) em emplastros, chás, tinturas, pós e extratos secos encapsulados. Por sua vez, a terapia floral usa somente flores na preparação das essências, e não outras partes das plantas; as essências florais têm natureza vibracional, não têm matéria física suficiente para exercer efeito farmacológico, buscando tratar doenças emocionais e não físicas[2].

O tratamento com base de ervas é antiquíssimo, remontando, pelo menos, desde a época que o homem saiu das cavernas e inventou a agricultura há mais ou menos 12.000 anos atrás[3].

Contudo, foi a partir dos esforços do médico inglês Edward Bach que a Terapia Floralalçou a uma condição própria de terapia e tornou-se cada vez mais popular mundo afora por meio de práticas sistematizadas, aplicada por profissionais especialistas.

Pois bem. Edward Bach foi um médico homeopata que, na década de 1930, passou a dedicar-se às pesquisas médicas botânicas com o intuito de desenvolver um tratamento à base de flores para as mais diversas enfermidades emocionais e fisiológicas. Seu programa de cura é simples, atinge o emocional sem descuidar do físico.O seu tratamento ficou conhecido como “os remédios florais de Bach”, composto por 38 Essências Florais. Embora contenham minúsculas quantidades de substâncias físicas, as essências florais, assim como os remédios homeopáticos, são consideradas remédios genuinamente vibracionais.

O Dr. Bach considerava o corpo como “o espelho que reflete o pensamento”, e aconselhava a tratar o paciente e não o doente. Ele acreditava que a doença física tinha como pressuposto uma condição emocional não tratada. Então, percebeu que a ligação doença-personalidade era provocada por padrões energéticos disfuncionais nos corpos sutis, sendo as doenças causadas pela desarmonia entre a personalidade física e o Eu Superior, ou alma, a qual se refletiria em determinados tipos de peculiaridades mentais e atitudes presentes no indivíduo[4].

Bach achava que as energias vibracionais sutis das Essências Florais poderiam contribuir para realinhar os padrões emocionais da disfunção. Pela capacidade de as Essências Florais atuarem energeticamente sobre os corpos superiores, seus efeitos acabam insinuando-se até o corpo físico. Segundo o médico inglês:

Desde tempos imemoriais sabe-se que a Providência colocou na natureza meios de prevenção e cura de doenças através de ervas, plantas e árvores divinamente enriquecidas. Foi dado a esses vegetais o poder de curar todos os tipos de doenças e padecimentos. Na terapia com esses remédios não se atenta para a natureza da doença. Trata-se o indivíduo e, quando ele fica bom, a doença desaparece, expulsa pelo fortalecimento da saúde. A mente, sendo a parte mais delicada e sensível do corpo, indica o início e o curso da doença de forma muito mais clara do que o corpo, de modo que é a observação da mente que orienta a prescrição do remédio ou dos remédios necessários…[5]

Os 38 remédios florais de Bach tratam-se, portanto, de uma coletânea botânica para recuperação mental-física pelo tratamento de água energizada, sem intoxicação ou dependências. Por exemplo: a AGRIMÔNIA tem a capacidade de fortalecer a vontade e expandir a alegria; o CERATO desperta a intuição e o raciocínio, transmite energia, confiança, força e tranquilidade; o LARIÇO revigora a confiança nas realizações, fortalece a mente, estimula a audácia e a autoconfiança; o CARVALHO reforça a mente e a resistência, favorece a confiança e a esperança, desperta perspectivas de interesse, atividade e coragem; a OLIVEIRA revitaliza a energia em ambiente de tranquilidade e equilíbrio, fortalece a mente, restabelece o vigor da vontade; a CASTANHA provoca a esperança, permite estados de libertação, realizações, fortalece o ânimo nas depressões e desespero, dá alívio e permite soluções amistosas[6].

A Terapia Floral vai de encontro com a Medicina Vibracional. Esta concepção apregoa que o organismo humano é constituído por uma série de campos de energia multidimensionais interativos, como um sistema dinâmico de energia. É baseada na física quântica e einsteiniana em contraposição à física newtoniana. A mente e o espírito são a verdadeira fonte da consciência (o verdadeiro operador que controla o cérebro/biocomputador). As emoções e o espírito podem influenciar as doenças por meio de ligações energéticas e neuro-hormonais entre o corpo, a mente e o espírito, portanto recorre a diferentes formas e frequência de energia para reequilibrar o complexo mente/corpo/espírito[7].

A Medicina Vibracional vai de encontro com o que é pregado pela Medicina Ayurvédica e a Medicina Tradicional Chinesa, que vê a saúde como um fluxo equilibrado de energia (prana – índia; chi – china). Já a Medicina Tradicional Ocidental está baseada no ponto de vista newtoniano de que o corpo humano é uma máquina complexa.

No nível quântico das partículas subatômicas, toda matéria é constituída por campos de energia particularizados e congelados, por isso campos agregados de matéria são, na verdade, campos de energia especializados. A matéria vibra numa determinada frequência ou frequências. Quanto maior for a frequência de vibração da matéria, menos densa ou mais sutil ela será. O corpo etérico é um modelo ou campo de energia holográfico que contém informações relativas ao crescimento, desenvolvimento e regeneração do corpo físico. O movimento das forças vitais dentro do sistema fisiológico/celular é controlado não apenas pelos padrões de interferências sutis existentes no interior do corpo etérico, como também pela entrada de energia de frequências mais elevadas no sistema energético humano. As curas vibracionais, dentre elas a Terapia Floral, podem influenciar esses padrões sutis e contribuir para melhorar o funcionamento do organismo e para curar as doenças[8].

As Essências Florais são produzidas a partir de várias substâncias biológicas e minerais. Esses remédios utilizam as propriedades de armazenamento da água para transferir ao paciente um quantum de energia sutil de frequência específica a fim de efetuar a cura nos vários níveis da função humana[9].

Na obra Essências Florais e Curas Vibracionais (FlowerEssences e VibrationalHealing), Gurudas descreve os mecanismos pelos quais as energias das flores são transferidas da água para o sistema humano:

Nesse plano evolutivo, as flores foram e são a própria essência e a maior concentração de força vital contida numa planta. Elas são a experiência que remata o crescimento da planta. As flores são uma combinação de propriedades etéricas (da planta) e possuem o máximo de força vital, de modo que frequentemente são usadas nas porções férteis do vegetal.

[As essências preparadas a partir de flores são] meramente uma impressão etérica; nenhuma molécula da matéria física é transferida. Nesse trabalho, você lida exclusivamente com a vibração etérica da planta, com a sua inteligência. Ao iluminar a água, o sol matura a ela a força vital da flor, a qual é transferida às pessoas quando elas assimilam essas essências vibracionais.[10]

Como vê-se, a Terapia Floral constitui-se em um poderoso método de tratamento holístico, cuidando não apenas da cura de enfermidades, mas também do equilíbrio energético da pessoa e da sua conexão com o Eu Superior. É um tratamento de baixo custo com possibilidades tão variadas quanto for a diversidade botânica existente. Neste aspecto, o Brasil mostra-se prodigioso por possuir tão vasta biodiversidade em todas as regiões do país. Os povos indígenas jamais desprezaram o poder curativo e energético das flores, empregando-as ativamente na sua medicina e na sua cultura.

Com certeza, inúmeras Essências Florais são preparadas e ministradas todos os dias no país sem que se haja um registro para que se possa ter mais informações sobre as suas propriedades curativas e resultados. A rede de informação sobre as Terapias Florais atualmente é muito escassa, assim como o conhecimento da população em geral sobre esse método terapêutico.

Não obstante, vale a pena fazer referência às linhas de florais ‘Florais de Minas’ e ‘Essências Florais Filhas de Gaia’, duas empresas que comercializam os mais variados tipos de Essências Florais. Cita-se também o Terapeuta Floral Joel Aleixo, um paranormal que desenvolveu suas próprias Essências, chamadas de ‘Florais Brasileiros de Joel Aleixo’, homem de profundo conhecimento que contribui muito para o desenvolvimento da Terapia Floral no Brasil.

REFERÊNCIAS

ALEIXO, Joel. Essências florais brasileiras. São Paulo. Editora Ground, 1995.

CRAVO, Antonieta. Os florais do Dr. BACH – as flores e os remédios. São Paulo. Editora Hemus, 2000.

GERBER, Richard. Medicina Vibracional – uma medicina para o futuro. São Paulo. Editora Cultrix, 1988.

VALENTE, Maria Julia. A motivação dos pacientes no uso dos florais de Bach como prática complementar em tratamentos de saúde.

OMS. Estrategias de la OMS sobre Medicina Tradicional 2014-2023.

Fitoterapia. Artigo encontrado no sítio http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/20341/a-diferenca-entre-terapia-floral-e-fitoterapia.

Autor: Euclides de Almeida Silva – Diretor do Instituto Namaskar – Parapsicologia Clínica Integrativa e Constelação Familiar Sistêmica.

Revisor: Euclides de Almeida Silva Filho.

[1] OMS. Estrategias de la OMS sobre Medicina Tradicional 2014-2023.

[2] Fitoterapia. Artigo encontrado no sítio http://www.portaleducacao.com.br/medicina-alternativa/artigos/20341/a-diferenca-entre-terapia-floral-e-fitoterapia.

[3] ALEIXO, Joel. Essências florais brasileiras, p. 15. São Paulo. Editora Ground, 1995.

[4] GERBER, Richard. Medicina Vibracional – uma medicina para o futuro, p. 166. São Paulo. Editora Cultrix, 1988.

[5] GERBER, Richard. Medicina Vibracional – uma medicina para o futuro, p. 166. São Paulo. Editora Cultrix, 1988.

[6] CRAVO, Antonieta. Os florais do Dr. BACH – as flores e os remédios. São Paulo. Editora Hemus, 2000.

[7] VALENTE, Maria Julia. A motivação dos pacientes no uso dos florais de Bach como prática complementar em tratamentos de saúde, p. 14.

[8]GERBER, Richard. Medicina Vibracional – uma medicina para o futuro, p. 46. São Paulo. Editora Cultrix, 1988.

[9]GERBER, Richard. Medicina Vibracional – uma medicina para o futuro, p. 193. São Paulo. Editora Cultrix, 1988.

[10]GERBER, Richard. Medicina Vibracional – uma medicina para o futuro, p. 170. São Paulo. Editora Cultrix, 1988.

Autor: namaskar

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